
O inverno sempre tem dias bonitos, principalmente aqui nessa cidade, por detrás desses óculos de lentes marrons as cores ficam ainda mais vivas, o verde e o azul ficam mais agradáveis. Apesar do sol não encontrar obstáculos nas nuvens, não faz calor, a temperatura está amena, porém assim que ele partir, o frio virá e tomará conta da noite. Na falta do casaco, que é dispensável durante o dia, o álcool é o melhor remédio.
Eu não tenho um grande salário, justamente porque não tenho um grande emprego, o que é natural para um cara de 30 anos que não provou para ninguém que é realmente bom em alguma coisa. Aliás, esse trabalho só me causa frustração e sentimento de inferioridade, e essa merda toda só costuma ter alívio com boas doses de álcool e companhia de mulheres desconhecidas. Hoje vou beber, vou beber para matar o frio e para afogar a angústia.
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Já são 17h34, chegou minha hora de sair do trabalho, parar com a hipocrisia, fechar esse relatório que estou encarando o dia inteiro só para acharem que estou trabalhando. Na verdade eu não fiz nada além de ouvir música, e música boa modéstia a parte, novos discos de jazz no meu pen-drive. Meus amigos estão no bar me esperando.
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Já bebi quatro chopes, mas essa bebida não me agrada, por que é gelada, e o frio começou a se fazer presente, preciso beber algo que me faça esquecê-lo. Vodka, importada, russa, apenas uma pedra de gelo para ficar mais palatável.
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O papo é vazio demais, essas gargalhadas gratuitas. Estou me sentindo mal, preciso de outro ambiente. Falar sobre carros, viagens a carnavais fora de época me faz sentir como um estrangeiro. Isso não me interessa. Vou ao banheiro.
Eles colocam essas pedrinhas de naftalina no mictório, funcionam como alvos, quero colocar todas as pedras no lado esquerdo do ralo. Essa grande urinada me fez esquecer onde estou, terminei, e quando levanto a cabeça reparo que um sujeito baixinho e magrelo estava me olhando, e com um olhar enviesado. “Tá olhando o quê, otário?”. Solta uma risadinha e desvia o olhar. Não perdoo e largo um tapa na nuca do infeliz, “vai se foder, rapá”. Sou maior que ele, e não há reação. Volto para a mesa. Preciso ficar rodeado de mulheres. “Me vê mais uma vodka, por favor”, é a quinta dose. Depois desse copo vou para um puteiro, e vou sozinho. A liberdade é amiga da solidão.
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Estou suando, apesar do frio. As ruas do centro estão desertas, só vejo os mendigos cobertos com jornais e papelões e alguns garis trabalhando.
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Chego ao estabelecimento, já estou completamente embriagado. Há luz vermelha, fumaça, pessoas me olhando um forte cheio de lavanda vindo de um corredor onde deve ser o banheiro, além de uma música de péssima qualidade. Caminho à recepção e uma mulher gorda e loira, com uma blusa amarela de decote imenso, me encara. Ela está suada e tem um ventilador soprando apontado ao seu corpo. Fico olhando seus seios quando o som das várias pulseiras que ela usa me desperta “querido, são dez reais com direito três caipirinhas”. Ok, vou entrar.
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Terceira caipirinha, e tem uma mulata se esfregando em mim. Ela sua e eu também, minha ereção não é das melhores e o sono começa a ficar forte. Quero fazer sexo com ela, mas sei que não tenho condição alguma. A mulata é magra, cabelo trançado, usa biquíni branco, que fica “aceso” embaixo da luz negra. Há um cheiro de perfume barato no ar, misturado ao cheiro de mofo e cigarro. Parece que estou numa experiência lisérgica, a mistura de lâmpadas vermelhas, luz negra, fumaça, musica “bate-estaca” e todo o álcool que consumi fazem um efeito alucinógeno.
Esbarrei num copo no balcão, alguém gritou comigo “Porra! Olhae”, nem pensei e respondi na hora “Foda-se! Compra outra!”. Me empurraram e caí sentado no banco que circunda todo o salão. Os seguranças chegam.
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Estou no lado de fora, na calçada e grito “Não vou pagar porra nenhuma, não fui bem tratado”. Estou cercado por três, me empurram e vou ao chão, a rua está deserta e eu livre das limitações do medo, então grito “seus merdas, vão se foder!”. Começam a me chutar; chutes e mais chutes de todos os lados. Tento me proteger, mas é inútil: cabeça, costelas, braços e pernas, tudo é atingido de forma violenta, porém graças ao efeito entorpecente de todas as bebidas misturadas eu sinto pouca dor e continuo a gritar “seus merdas!”
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Estou no chão, ouço alguém dizer “guarda isso, não precisa matar ninguém”.
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Eu conheço essa rua, estou no caminho de casa, mas estou sem minha mochila, e lá dentro é onde estão minha carteira e minha chave. Cadê minha mochila?
...
Calor, luz, abro os olhos e sinto uma tonteira. Estou no meu quarto, e estou nu, a toalha está na beirada da cama. Bom, parece que tomei banho. A janela está completamente aberta, o dia está bonito como ontem, só que dessa vez nada disso é agradável, mesmo dentro de casa sinto que preciso de óculos de sol, vou pegar na mochila. “Onde está minha mochila?”
As coisas começam a vir à lembrança, mas apenas em partes. “Porra, como entrei em casa?”, olho o relógio, “Caralho! Estou três horas atrasado para o trabalho”. Me vesti e saí do quarto, imediatamente ouço um grito de mulher “Porra, que houve? Tocar a campanhia as 3h30 da madrugada. Que houve com tuas coisas? Foi assaltado?”. Era minha mãe. Não sei exatamente o que responder e digo “não, minhas coisas estão com um amigo”.
...
Estou preocupado com meu rosto, será que ele está marcado pelas porradas que levei? Preciso voltar lá, tentar recuperar minhas coisas... Vou ligar para o trabalho e avisar que chegarei em breve... Vou vomitar antes.
O que é Programação Neurolingüística-PNL?
É o estudo da estrutura da experiência subjetiva.
Ela estuda os padrões (“programação”) criados pela interação entre o cérebro (“neuro”), a linguagem (“lingüística”) e o corpo.
Em outras palavras, ela estuda como o ser humano funciona e como ele pode escolher maneira que quer funcionar.
Faça o Download desse ótimo texto do INAp de 38 páginas que contém:
- Ciclo de Aprendizagem;
- LISTA DE PRESSUPOSIÇÕES ÚTEIS;
- MODELO DA PNL DE PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO;
- SISTEMAS REPRESENTACIONAIS;
- LINGUAGEM DOS SENTIDOS;
- ESTILOS DE APRENDIZAGEM;
- MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS;
- DESENVOLVENDO APTIDÕES;
- ELEMENTOS DE ESTRATÉGIAS EFICIENTES NA APRENDIZAGEM;
- NÍVEIS NEUROLÓGICOS;
- META ESPERTA;
- RAPPORT;
- FEEDBACK;
- LINGUAGEM E IMAGENS MENTAIS;
- AS LEIS DO MAPA MENTAL;
- 32 EXCELENTES ESTRATÉGIAS DE MEMÓRIA;
- 10 SUGESTÕES PARA MELHORAR UMA AULA.


Ser ou não ser – eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra um mar de angústias –
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer – dormir –
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Obrigam-nos a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria os açoites e insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,
A prepotência do mando, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis,
Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem aguentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão porque o terror da alguma coisa após a morte –
O país não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante – nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugir para outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz de todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transforma no doentio pálido do pensamento.
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome da ação.
Texto de William Shakespeare
Tradução Millôr Fernandes
Os demônios - Dostoievsky - Livro 1 (o diálogo de Kirillov)
-... Eu só procuro saber a razão por que os homens não atrevem a matar-se, e nada mais. Não tem importância nenhuma.
- Não se atrevem ? Pois não há bastantes suicídios ?
- Muito poucos.
- Acha ?
Não me respondeu, levantou-se e pôs-se a passear de um lado para outro.
- Que é que, segundo você, impede os homens de se suicidarem? - indaguei.
Olhou-me com ar abstracto, como se quisesse recordar-se do que estávamos a falar.
- Pouco... pouco sei. Há dois preconceitos que os prendem, duas coisas só: uma é mínima, a outra considerável. Mas a mínima também é considerável.
- Qual é essa ?
- A dor.
- A dor ? É assim tão importante ?
- Primordial. Existem duas categorias de suicidas: uns matam-se por excesso de melancolia ou por irritação, ou por loucura, não importa. Esses fazem-no sem vacilar. A loucura não os detém, matam-se logo, agem imediatamente. Quanto aos que o fazem com reflexão, pensam demasiado no caso.
- Então existem os que se destroem por reflexão ?
- São muitos. Se não houvesse preconceitos, haveria ainda mais, muito mais, toda a gente.
- O quê ? Toda a gente ? Kirillov calou-se uns instantes.
- Haverá meio de morrer sem dor ?
- Imagine - respondeu ele, parando diante de mim - imagine uma rocha com as dimensões de um edifício colossal. Está suspensa sobre nós, nós estamos por baixo. Se nos caísse em cima da cabeça, chegaríamos a sofrer ?
- Uma rocha dessas dimensões ? É horrível.
- Não falo do medo, refiro-me à dor.
- Uma rocha tão grande... evidentemente que não sentiríamos dor.
- Mas se de facto se encontrasse debaixo dessa pedra suspensa, você teria medo de sofrer. Todos o teriam, médicos, sábios, fosse quem fosse. Sabem que não haveria dor, e no entanto assustam-se.
- E a segunda causa, a mais considerável ?
- É o outro mundo.
- Alude ao castigo ?
- Tanto faz. O outro mundo é bastante.
- Há ateus que não crêem nisso.
O homem calou-se de novo.
- Julga talvez por si mesmo ?
- Cada qual só pode julgar por si mesmo - retorquiu ele, corando
- Só existirá liberdade completa no dia em que for indiferente viver ou não viver. Eis o fim, o alvo de tudo.
- Nesse caso, ninguém desejaria viver.
- Ninguém - confirmou Kirillov em tom decidido.
- O homem receia a morte porque ama a vida, eis como eu vejo as coisas - repliquei. - Assim dispôs a natureza.
- Logro vil! - exclamou, de olhos brilhantes. - A vida é a dor, a vida é o medo, e o homem é infeliz. Tudo é dor e medo. O homem, agora, ama a vida porque ama a dor e o medo. Criaram-no assim. Dá-se a vida a troco da dor e do medo, e eis aí o embuste. O homem de hoje não é ainda um homem. Há-de haver um dia o homem novo, orgulhoso, feliz, a quem será indiferente viver ou não; eis o homem novo. Esse vencerá a dor e o medo e será o próprio Deus. Deixará de haver outro deus.
- Mas Deus existe, na sua teoria ?
- Não existe, mas é . Não há dor numa pedra, mas no medo da pedra há dor. Deus é a dor do medo da morte. Aquele que vencer a dor e o medo será o próprio Deus. Surgirá então uma vida nova, um homem novo. Tudo será novo. A história dividir-se-á em duas partes: do gorila à destruição de Deus, e da destruição de Deus...-
Ao gorila ?
- ...à transformação física da Terra e do Homem. O homem será Deus; transformar-se-á fisicamente. O mundo também se transformará assim como as ações e as idéias, e todos os sentidos. Que lhe parece isto da transformação física do homem ?
- Se for indiferente viver ou não viver, todos se hão-de matar, e aí está a sua grande transformação.
- Nem mais. E mata-se a trapaça em que vivemos. Qualquer homem que deseje liberdade deverá atrever-se ao suicídio. O que ousar tal coisa desvendará o mistério do embuste. Fora disso, não há liberdade: está tudo aí; o que ousa matar-se é Deus, de modo que cada qual pode fazer com que deixe de haver Deus. E não haverá. Mas ninguém ainda experimentou.
- Tem havido milhões de suicidas.
- Todo por outra coisa, todos por medo, e não por isto que digo. Nunca para matar o medo. Aquele que se matar só para matar o medo tornar-se-á imediatamente Deus.
- Talvez não tenha tempo - observei.
- Não importa - respondeu Kirillov, calmo e ufano, quase desdenhoso.
- Lastimo que você tenha vontade de se divertir - acrescentou ele daí a pouco.
A História da Filosofia em 40 filmes
Mostra cinematográfica abre espaço para reflexão sobre Cinema e Filosofia
A CAIXA Cultural Rio e a Oscar Iskin apresentam, a partir de 16 de maio, ‘A História da Filosofia em 40 Filmes’, realização da Lavoro Produções. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas, como Bergman, Fellini, Glauber, Wenders, Kurosawa, Kubrick, Visconti e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault. A entrada é franca.
Organizado em dez módulos temáticos:
- “O que é a filosofia?”, apresentação de forma clara o conceito de filosofia que deverá nortear a análise de todos os filmes propostos. Serão exibidos os filmes Rashomon, de Akira Kurosawa, Persona, de Ingmar Bergman, Stalker, de Andrei Tarkovsky, e Blow-up, de Michelangelo Antonioni.
- “Questões estéticas”, será colocada em discussão a origem e o caráter do Belo na Arte, com base nos filmes Morte em Veneza, de Luchino Visconti, Oito e meio, de Federico Fellini, Cidade dos Sonhos, de David Lynch, e Asas do Desejo, de Wim Wenders.
- “Mito e Tragédia”, os filmes possibilitam considerar as origens da filosofia e sua distinção frente à antiga tradição poética grega, caracterizando, assim, no que se diferenciam a linguagens mitopoética e a lógico-filosófica. As obras apresentadas também servirão de base para a discussão sobre as variações históricas do trágico, tornando possível evidenciar as diferenças entre as tragédias antiga, moderna e contemporânea. Esse módulo, que vai de julho ao início de agosto, apresentará Medéia, de Pier Paolo Pasolini, Oldboy, de Chan-wook Park, Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica, e Crimes e Pecados, de Woody Allen.
- “O Existencialismo”, abordará as principais questões levantadas por este movimento, com ênfase nas obras de Sartre e Camus, a partir dos filmes A doce vida, de Federico Fellini, Estranhos no paraíso, de Jim Jarmusch, Acossado, de Jean-Luc Godard, e As coisas simples da vida, de Edward Yang.
- “Amor em fuga” e “Morte e Finitude” perfazem um binômio que aborda os temas humanos mais decisivos, o amor e a morte, discutindo até que ponto as contribuições dos filósofos da tradição ainda servem para dar algum sentido à existência dos homens contemporâneos. De setembro a outubro, o público vai conferir clássicos como A janela indiscreta, de Alfred Hitchcock, O último metrô, de François Truffaut, Ricardo III, de Al Pacino, e Dogville, de Lars von Trier, entre outros.
- “História e Violência”, “O Fascismo hoje”, que apresentará filmes como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e M, o vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang, vai destrinchar as características deste movimento e dos ideais totalitários surgidos após a Primeira Guerra Mundial.
- “Cinema e Revolução”, filmes como O Anjo exterminador, de Luis Buñuel, e O homem sem passado, de Aki Kaurismaki, vão apresentar a relação entre cinema e revolução, analisando as obras sob três prismas: o das revoluções bem sucedidas ou fracassadas, o das possíveis e o das invisíveis. Paralelamente a esse debate sobre como o cinema tratou o tema “revolução”, será discutido por que o cinema é a ferramenta mais revolucionária das artes do século XX.
- “O cinema nacional e a interpretação do Brasil”, Em um país sem grande tradição na produção de obras filosóficas, os grandes filósofos são Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Glauber Rocha, Leon Hirszman. Partindo dessa convicção, os filmes selecionados para esse módulo apresentam um panorama do melhor da produção filosófico-cinematográfica nacional. Fazem parte da filmografia desse módulo clássicos como Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, e Brás Cubas, de Julio Bressane.
Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa vão proferir uma palestra sobre o teor filosófico do filme apresentado.
Confira a programação:
MODULO 1 – O que é a filosofia?
- 16/05/09 - Rashomon Akira Kurosawa
- 23/05/09 - Persona Ingmar Bergman
- 30/05/09 - Stalker Andrei Tarkovsky
- 06/06/09 - Blow-up Michelangelo Antonioni
MODULO 2 – Questões estéticas
- 13/06/09 - Morte em Veneza Luchino Visconti
- 20/06/09 - Oito e meio Federico Fellini
- 27/06/09 - Cidade dos sonhos David Lynch
- 04/07/09 - Asas do desejo Wim Wenders
MÓDULO 3 – Mito e tragédia
- 11/07/09 - Medéia Pier Paolo Pasolini
- 18/07/09 - Oldboy Chan-wook Park
- 25/07/09 - Ladrões de bicicleta Vittorio De Sica
- 01/08/09 - Crimes e pecados Woody Allen
MÓDULO 4 – O existencialismo
- 08/08/09 - A doce vida Federico Fellini
- 15/08/09 - Estranhos no paraíso Jim Jarmusch
- 22/08/09 - Acossado Jean-Luc Godard
- 29/08/09 - As coisas simples da vida Edward Yang
MÓDULO 5 – O amor em fuga
- 05/09/09 - Aurora F. W. Murnau
- 12/09/09 - Janela indiscreta Alfred Hitchcock
- 19/09/09 - Todas as mulheres do mundo /Domingos de Oliveira
- 26/09/09 - O último metrô François Truffaut
MÓDULO 6 – Morte e finitude
- 03/10/09 - Nosferatu, o vampiro da noite Werner Herzog
- 10/10/09 - Hiroshima meu amor Alain Resnais
- 17/10/09 - Paris, Texas Wim Wenders
- 24/10/09 - O sétimo selo Ingmar Bergman
MÓDULO 7 – História e violência
- 31/10/09 - Ricardo III Al Pacino
- 07/11/09 - Macbeth Roman Polanski
- 14/11/09 - Dogville Lars von Trier
- 21/11/09 - Marcas da violência David Cronenberg
MÓDULO 8 – O fascismo hoje
- 28/11/09 - M, o vampiro de Düsseldorf Frizt Lang
- 05/12/09 - Taxi Driver Martin Scorsese
- 12/12/09 - Apocalypse now Francis Ford Coppola
- 19/12/09 - Laranja mecânica Stanley Kubrick
MÓDULO 9 – Cinema e revolução
- 09/01/10 - O anjo exterminador Luis Buñuel
- 16/01/10 - O encouraçado Potemkin Sergei Eisenstein
- 23/01/10 - O homem sem passado Aki Kaurismaki
- 30/01/10 - Nós que nos amávamos tanto Ettora Scola
MÓDULO 10 – O cinema nacional e a interpretação do Brasil
- 06/02/10 - São Bernardo Leon Hirszman
- 20/02/10 - Deus e o diabo na terra do sol Glauber Rocha
- 27/02/10 - Brás Cubas Julio Bressane
- 28/02/10 - Macunaíma Joaquim Pedro de Andrade
Mostra-curso: A HISTÓRIA DA FILOSOFIA EM 40 FILMES
Curadores/palestrantes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa
Realização: Lavoro Produções – http://www.lavoroproducoes.com.br/
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 2
Temporada: de 16 de maio 2009 a 28 de fevereiro de 2010 (sempre aos sábados)
Horário: das 10h30min às 14h
Sessões seguidas de palestras
Classificação: confira a classificação de cada filme na programação
ENTRADA FRANCA (senhas a partir das 10h, por ordem de chegada)
Capacidade: 85 lugares
Acesso para cadeirantes
Acesse a programação da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural
vida e obra - uma visão desencantada da existência
Em seus textos, Schopenhauer apresenta uma perspectiva profundamente marcada pelo pessimismo mas também pela compaixão -a consciência de que todos os seres são na verdade um e o mesmo ser.
A FILOSOFIA DE ARTHUR SCHOPENHAUER CONSTITUI uma das últimas tentativas de compreender o mundo não apenas em seus aspectos particulares, mas como um todo.Ela se apresenta como o resultado da apreensão intuitiva do mundo, que o filósofo coloca à frente das construções conceituais abstratas, chegando mesmo a dizer, orgulhoso, que sua obra era fruto da experiência e não da leitura.Ele não nega, porém, a influência que as filosofias de Platão e Kant, além dos escritos sagrados hindus, exerceram na formação de seu pensamento. Tal visão das coisas foi exposta em sua principal obra, "O mundo como vontade e como representação", publicada em 1819.
FLAMARION CALDEIRA RAMOS, doutorando em filosofia pela Universidade de São Paulo, com pesquisa sobre Schopenhauer e Hegel, é autor da dissertação de mestrado Tragédia S e redenção. Sobre o significado moral S da existência na filosofia de Schopenhauer Q e de artigos sobre Schopenhauer. Em seus textos, Schopenhauer apresenta uma perspectiva profundamente marcada pelo pessimismo mas também pela compaixão -a consciência de que todos os seres
Schopenhauer e o Conhecimento
No sistema metafísico criado por Schopenhauer, o intelecto, que tem como forma geral o princípio da razão, é o palco onde pode surgir o mundo na sua conexão entre representação e vontade
Um dos aspectos originais atribuídos à filosofia de Schopenhauer é a inversão da relação entre conhecimento e vontade. Ele próprio não se cansou de chamar a atenção para isso: a vontade é o prius do intelecto. É nesse sentido, então, que pode entender a idéia que a razão seja instrumento da vontade.
Eduardo Brnadão é professor de história da filosofia contemporânea do departamento de filosofia da Universidade de São Paulo, autor de "O conceito de matéria na obra de Schopenhauer" e de artigos de Schopenhauer e Nietzsche.
Essas duas matérias da Revista Mente & Cérebro valem à pena ler. Tá de bobeira? Faça um bem para a sua mente e faça o download já!
SOBRE A LIBERDADE por Albert Einstein
uma organização social que cria infernos
artificiais no seio da civilização, juntando ao
destino, divino por natureza, um fatalismo
que provém dos homens; enquanto não forem
resolvidos os três problemas fundamentais
a degradação do homem pela pobreza, o aviltamento
da mulher pela fome, a atrofia da
criança pelas trevas; enquanto, em certas
classes, continuar a asfixia social ou, por
outras palavras e sob um ponto de vista
mais claro, enquanto houver no mundo ignorância
e miséria, não serão de todo inúteis
os livros desta natureza.
- Hauteville House 1862
A garotinha varrendo... com uma vassoura muito maior que ela. As roupas em farrapos, o corpinho pequeno e magro, o olhar ao mesmo tempo assustado, ingênuo, sincero e puro, de quem não compreende que está sendo abusada. Os ombros de fora e o detalhe da alça do vestidinho caindo, ainda revelam a sua condição feminina indefesa, sua sensualidade natural infantil e a imensa ameaça em que ela se encontra. 
Ao nascer do dia, o sol ainda nem havia surgido, um frio de 8 ou 10 graus, a garota descalça, a roupa cheia de buracos, nada por baixo; a obrigação de fazer mais do que pode; uma garotinha de 5 ou 6 anos, a solidão e o espanto. A nós pode parecer normal, vimo-las aos montes em nossas favelas. Mas há uma diferença que passa quase despercebida: o frio. A nossa miséria é morna.
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